No último sábado, dia 27, As Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram novos bombardeios em múltiplos alvos no Irã. Este desenvolvimento intensifica a pressão sobre o cessar-fogo que havia sido anunciado recentemente e aumenta o risco de uma escalada militar na região do Oriente Médio.
O Comando Central dos EUA informou que as operações miraram instalações militares e estruturas utilizadas pelas forças iranianas. A justificativa apresentada por Washington para os ataques foi a necessidade de responder a ameaças percebidas contra seus militares e à segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre os ataques em suas redes sociais, afirmando que aeronaves americanas atingiram depósitos de mísseis e drones iranianos, além de instalações de radar costeiras, por violarem o acordo de cessar-fogo. Trump enfatizou a possibilidade de que, caso a situação não se reverta, a República Islâmica do Irã possa deixar de existir.
As autoridades iranianas confirmaram os bombardeios em seu território e prometeram uma resposta a essas ações. A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que qualquer nova ofensiva das forças americanas receberá uma resposta proporcional, acusando os EUA de violarem o cessar-fogo.
A nova troca de ataques ocorre poucos dias após um anúncio de trégua entre os dois países, embora a tensão tenha permanecido elevada, com acusações mútuas de descumprimento do acordo. Os Estados Unidos alegam que as ações militares são necessárias devido a movimentações iranianas que consideram ameaçadoras para suas forças e para a estabilidade regional, enquanto o governo iraniano afirma que as operações americanas comprometem os esforços para manter a trégua.
A Organização Marítima Internacional (OMI), que atua como braço regulador vinculado à ONU, anunciou a suspensão temporária de uma operação humanitária que estava coordenando a evacuação de navios mercantes civis retidos no Estreito de Ormuz.

