Em julho, durante a cúpula da Otan na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado secretamente do Air Force One através de um caminhão de abastecimento de alimentos. A operação foi realizada em resposta a informações sobre uma ameaça envolvendo forças ligadas ao Irã, que poderiam ter Trump como alvo. A revelação dos detalhes foi feita pelo The Washington Post.
No dia 8 de julho, após a participação na cúpula, Trump foi visto subindo as escadas do Air Force One e acenando para os jornalistas presentes no aeroporto de Ancara. No entanto, o presidente não deixou o país naquele avião, pois um caminhão de transporte de alimentos havia sido posicionado fora da visão da imprensa, preparado para a operação de segurança.
Enquanto a equipe de jornalistas embarcava pela parte traseira do Air Force One, o caminhão se afastou e se dirigiu a um C-32A, um modelo militar derivado do Boeing 757. O compartimento de carga do caminhão foi elevado até uma das portas da aeronave militar, onde Trump teria sido transferido, segundo a reportagem.
A decisão de realizar a operação secreta foi tomada após autoridades americanas receberem informações que indicavam uma possível ameaça ao presidente e ao avião presidencial. O New York Times havia noticiado sobre essa ameaça no dia 24 de julho. Diante da gravidade das informações, o Serviço Secreto recomendou que Trump não deixasse a Turquia na aeronave que havia embarcado publicamente.
Antes de retornar aos Estados Unidos, a Casa Branca anunciou uma modificação na viagem. Trump mencionou em sua conta na Truth Social que utilizaria um antigo avião presidencial azul-claro para o trecho entre Ancara e a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, o que poderia dar a impressão de um voo convencional. O C-32A foi identificado como “Reach 18”, ao invés de uma designação que indicasse a presença do presidente.
Enquanto o antigo Air Force One partiu da Turquia levando jornalistas e membros da equipe da Casa Branca, o avião que transportava Trump chegou ao Reino Unido poucos minutos depois. No território britânico, o presidente retornou ao Air Force One e foi visto deixando o avião diante das câmeras. O Washington Post observou que não foi possível identificar como Trump fez a transição entre as aeronaves sem ser notado.

