Operadora de Turismo Associada a Vorcaro Facilita Hospedagem da COP30 em 2025

A contratação de navios para oferecer hospedagem durante a COP30 em Belém (PA) foi realizada por meio.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

A hospedagem das delegações durante a COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém (PA), foi viabilizada através de uma rede de contratações que liga o governo federal a empresários associados ao ex-controlador do Banco Master. A iniciativa teve início na Secretaria Extraordinária para a COP30, vinculada à Casa Civil, que utilizou a Embratur para a execução do processo, subcontratando a Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda. Esta, por sua vez, finalizou os acordos com as companhias de cruzeiros que atuarão como estruturas hoteleiras alternativas durante o evento internacional.

Documentos oficiais obtidos revelam a intermediação entre os diferentes agentes envolvidos, assegurando que os navios estarão disponíveis para acomodar os participantes da COP30. Marcelo Cohen, proprietário da Qualitours, possui vínculos empresariais que vão além do que parece à primeira vista. Além de ser o dono do hotel de luxo Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP), ele também está relacionado a Daniel Vorcaro, que frequentemente inclui o Botanique em sua lista de empreendimentos sob a Prime You.

A conexão entre Cohen e Vorcaro se estende a uma holding criada em 2021, chamada BeFly, que recebeu financiamento de fundos associados ao Banco Master. Informações levantadas indicam que Cohen utilizou recursos dos fundos B10 e TT, ambos ligados ao Master, para expandir seu conglomerado, que já inclui empresas renomadas como Flytour e Queensberry.

Investigadores financeiros identificaram uma movimentação significativa de R$ 6 milhões em espécie em novembro de 2024, transferidos entre o Banco Master e uma das empresas de Cohen. Essa movimentação tem atraído a atenção de órgãos de controle que monitoram as operações financeiras envolvendo entidades ligadas ao banco.

A Embratur, responsável pela seleção da Qualitours, declarou que a empresa apresentou toda a documentação necessária para comprovar sua idoneidade e capacidade de executar o contrato. A autarquia também ressaltou que o processo respeitou as normas de chamamento público e que o Banco Master não teve um papel ativo na contratação. A garantia do BTG Pactual foi assegurada por meio de uma carta fiança.

Em nota, o Tribunal de Contas da União analisou o contrato e considerou sua regularidade por decisão unânime. A BeFly minimizou a participação do Banco Master em suas operações, afirmando que este atuou apenas como provedor de crédito entre 2021 e 2023, auxiliando nas aquisições da empresa, que mantém uma operação sólida e sem irregularidades.

PUBLICIDADE

Relacionadas: