A sanção da Lei Orçamentária Anual de 2026 trouxe à tona um desequilíbrio que preocupa especialistas e lideranças do setor produtivo. Os números revelam um abismo: enquanto o Proagro recebeu uma dotação de R$ 6,618 bilhões, o Programa de Subvenção ao Prêmio do seguro rural (PSR) ficou com apenas R$ 1,017 bilhão.
O Proagro, embora historicamente importante para o pequeno produtor, tornou-se um gargalo fiscal. Nele, o governo sabe quanto arrecada, mas nunca sabe o quanto terá que desembolsar.
Diferente do Proagro, o seguro rural atua na lógica da transferência de risco. O governo paga uma parte do prêmio (subvenção) e, caso ocorra um desastre climático, quem paga a conta são as seguradoras e resseguradoras privadas.
O resultado é um retrocesso histórico: o Brasil atingiu a menor área agrícola segurada dos últimos 10 anos. Isso ocorre justamente no momento em que as mudanças climáticas tornam os eventos extremos mais frequentes e severos.
