Com as eleições presidenciais se aproximando na Colômbia, a candidata de direita Paloma Valencia, na segunda-feira, 28, relatou ter recebido alertas de autoridades sobre um suposto plano de assassinato contra ela. O aviso foi feito pelo ministro da Defesa, pelo ministro do Interior e pelo diretor da polícia nacional, que informaram que um grupo narcoterrorista teria colocado um preço pela sua cabeça. Paloma Valencia ocupa atualmente a terceira posição nas pesquisas eleitorais.
Conforme declarado pela candidata, um membro dissidente do Estado-Maior Central das Farc teria recebido a quantia de R$ 561 mil (equivalente a R$ 2,8 milhões) para realizar o crime. O clima de violência no país se intensificou após uma das ofensivas rebeldes mais severas das últimas três décadas, com atentados no sudoeste da Colômbia resultando na morte de 21 pessoas entre os dias 24 e 26.
Valencia, que se posiciona como sucessora política de Álvaro Uribe, presidente entre 2002 e 2010, não está sozinha em suas preocupações, pois outros dois candidatos que lideram as pesquisas também relataram receber ameaças de morte. A candidata critica abertamente o governo de Gustavo Petro, acusando-o de negligenciar a crescente atividade dos grupos armados.
A oposição e líderes políticos consideram que o fortalecimento das organizações armadas se deve ao fracasso nas negociações de paz promovidas pelo governo atual. Paloma Valencia enfatizou: "A Colômbia não pode continuar com um governo que se tornou cúmplice do narcoterrorismo e que implementou essa 'paz total', que tem sido extremamente benéfica para os criminosos e muito onerosa para os colombianos."

