Parceria entre TSE e Google visa combater uso de inteligência artificial nas eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral e o Google firmaram uma parceria para a identificação de vídeos gerados por.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Google anunciaram, nesta quarta-feira (26), uma colaboração que visa ampliar o uso de tecnologias para detectar vídeos criados por inteligência artificial, que reproduzam indevidamente a imagem de candidatos nas eleições de 2026. Essa iniciativa surge em meio ao debate no TSE sobre os limites da utilização de IA nas campanhas eleitorais, com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, buscando estabelecer um diálogo com empresas de tecnologia para enfrentar a desinformação.

Kassio Nunes Marques enfatizou que essa parceria é fundamental para fortalecer a confiança no processo eleitoral. "Tenho a certeza de que a união dos setores público e privado, em prol dos valores democráticos, é uma das mais significativas expressões do texto constitucional", afirmou o ministro durante o anúncio da iniciativa.

A tecnologia desenvolvida pelo Google tem a capacidade de identificar conteúdos gerados por inteligência artificial, conhecidos como deepfakes, que manipulam ou criam vídeos, áudios e imagens de pessoas reais de forma realista. Conforme o magistrado, essa ferramenta permitirá que os próprios candidatos monitorem a utilização de sua imagem no ambiente digital e tomem as providências necessárias ao detectarem conteúdos eleitorais que possam ser considerados irregulares.

A ferramenta do Google será acessível aos candidatos que estão aptos a participar do pleito de outubro. Para utilizar o recurso, os candidatos devem realizar um cadastro biométrico na plataforma, enviando fotos e vídeos. Com essas informações, o YouTube poderá realizar uma varredura nos vídeos publicados e identificar aqueles que reproduzem as imagens dos candidatos sem a devida autorização.

Essa ação acontece em um contexto em que o PT (Partido dos Trabalhadores) apresentou uma representação ao TSE contra um vídeo criado com inteligência artificial, que foi amplamente repercutido ao mostrar o ex-presidente pedindo votos ao filho. O partido argumenta que o conteúdo se encaixa na categoria de deepfake, que é caracterizado por alterações na imagem ou voz de uma pessoa, e atualmente essa prática é proibida pelo TSE.

Além disso, o PT mencionou que o vídeo gerado com IA tem semelhança com outra manifestação política atribuída a Jair Bolsonaro, divulgada por Flávio Bolsonaro em suas redes sociais. O processo relacionado a essa representação ainda não foi julgado, e há divergências entre os ministros do TSE sobre as normas para o uso de ferramentas de IA nas campanhas eleitorais.

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