Parlamentares da oposição protocolaram uma queixa-crime contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A ação foi motivada por declarações do magistrado que associaram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao vazamento de conversas do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na quinta-feira (26), durante uma sessão que derrubou a prorrogação dos trabalhos da CPMI, Mendes fez críticas severas, afirmando que atos de quebra de sigilo e vazamento de informações são criminosos. O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante, expressou indignação e destacou a necessidade de um direito de resposta diante das acusações feitas pelo ministro.
Cavalcante argumentou que as alegações de Mendes foram feitas sem comprovação e mencionou que os parlamentares decidiram não reagir no momento da sessão no STF, mas optaram por se manifestar posteriormente. Ele ainda comparou os vazamentos de informações em outras instituições e disse que o caso gerava desconforto em setores do poder.
O documento de queixa-crime já conta com assinaturas de diversos parlamentares, incluindo a senadora Damares Alves e os deputados Marcel van Hattem e Fábio Costa. Eles esperam que Mendes apresente provas das suas declarações, caso contrário, ele terá que responder por suas ações.

