Parto inesperado na Ponte da Amizade: bebê argentino nasce em território brasileiro

Um casal argentino que tentava ter seu filho no Paraguai enfrentou um parto de emergência na Ponte.
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Um casal argentino, residente na região da tríplice fronteira, vivenciou uma situação inesperada na tarde desta terça-feira (30). Enquanto se dirigiam ao Paraguai, a gestante, já com oito meses de gravidez, entrou em trabalho de parto na área da aduana brasileira da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu. O objetivo da família era aguardar o nascimento do filho em Ciudad del Este, onde buscavam melhores condições de saúde do que as disponíveis em sua cidade natal na Argentina.

Diante da urgência do parto, o motorista rapidamente fez uma manobra para retornar e procurou ajuda na base da Polícia Rodoviária Federal. Os agentes interromperam o trânsito para garantir a segurança da mãe e do recém-nascido, enquanto o suporte remoto do Samu orientou sobre os procedimentos necessários, como o clampeamento do cordão umbilical e o aquecimento do bebê até a chegada de uma ambulância.

Equipes da Receita Federal, da PRF, da Força Nacional e médicos do Samu de Foz do Iguaçu se mobilizaram para atender a situação. Tanto a mãe quanto o bebê foram estabilizados na aduana e, em seguida, transferidos para o Hospital Ministro Costa Cavalcanti, reconhecido por sua alta complexidade na região. Ambos estão em boas condições de saúde, embora os nomes da família não tenham sido divulgados.

Por ter nascido em solo brasileiro, o recém-nascido poderá reivindicar a nacionalidade brasileira com base no princípio do jus soli, previsto na Constituição brasileira de 1988. Essa norma assegura a nacionalidade a todas as crianças nascidas em território nacional, independentemente da nacionalidade dos pais, exceto no caso de filhos de estrangeiros que estejam a serviço de seus países, o que não se aplica neste caso.

A prática de argentinos em busca de atendimento médico no Paraguai e no Brasil é comum na região da tríplice fronteira, com milhares de pessoas anualmente procurando serviços de partos, cirurgias eletivas e tratamentos oncológicos. Essa realidade reflete a complexa dinâmica de saúde na área, onde as fronteiras entre países se cruzam em busca de melhores cuidados médicos.

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