Durante um voo da Flydubai, um grupo de passageiros israelenses interveio de forma decisiva ao dominar o copiloto Hamam al-Hammami, que tentava derrubar a aeronave. No entanto, uma nova complicação surgiu quando a tripulação começou a exigir a libertação do copiloto, gerando desconfiança entre os passageiros, que temiam que houvesse mais envolvidos na situação. Embora os passageiros tenham suspeitado da atitude dos comissários, não houve acusações contra a tripulação.
Tzvika Manes, um dos passageiros, relatou que os comissários pediam para que desamarrassem o copiloto, o que o levou a questionar as intenções da equipe. Daniel Schlichter, empresário de 59 anos que estava voltando de férias no Japão, também expressou estranhamento em relação à postura dos funcionários, que insistiam na libertação de al-Hammami. Ele estava próximo à cabine de comando e percebeu a gravidade do momento.
Ao perceber a resistência da tripulação, os passageiros tomaram a iniciativa de controlar a área em frente à cabine. Com Schlichter à frente, eles conduziram os comissários para as fileiras de trás, ordenando que permanecessem sentados. Um passageiro de grande porte foi designado para vigiar a entrada da cabine, assegurando que não houvesse novas tentativas de aproximação.
“Dissemos a eles: ‘Agora, quem manda somos nós, e vocês farão o que dissermos’”, relatou Manes. A situação gerou um clima de incerteza e desconfiança, com os passageiros questionando a lealdade da tripulação. Após a intervenção, os comissários começaram a se comportar de forma mais cooperativa, oferecendo água e cobertores aos passageiros traumatizados.
As investigações iniciais indicam que al-Hammami atacou o comandante Smit Machchhar com um machado de emergência, que é um equipamento disponível na cabine de comando para situações críticas. Mesmo ferido, o piloto conseguiu abrir a porta da cabine, permitindo que Yaniv Hayun entrasse e dominasse o copiloto, ajudando a recuperar o controle da aeronave. O voo foi desviado para Tabuk, na Arábia Saudita, onde foi realizado um pouso de emergência.
Após o incidente, o copiloto foi transferido para os Emirados Árabes Unidos, onde as autoridades passaram a tratar a tentativa de derrubar o avião como um ato terrorista. Até o momento, a investigação considera que al-Hammami pode ter agido sozinho, sem qualquer ligação com organizações terroristas ou participação de outros Estados no episódio.