PCC amplia atuação global e domina rotas internacionais de tráfico de drogas

A facção brasileira PCC, surgida em 1993, evoluiu de uma organização carcerária para uma rede internacional, dominando.
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A facção criminosa PCC, que surgiu em 1993 após o Massacre do Carandiru, evoluiu significativamente, passando de uma organização com atuação restrita ao Brasil para uma estrutura que opera em nível internacional. De acordo com uma análise recente, a facção expandiu seu domínio sobre rotas internacionais de cocaína, tornando-se uma das principais forças do tráfico global.

Um dos principais fatores que contribuem para essa expansão é o controle logístico do tráfico de drogas. O Porto de Santos se destaca como o principal ponto de envio de cocaína para a Europa. A organização utiliza táticas como o método "rip-on/rip-off", que permite inserir drogas em contêineres sem o conhecimento dos exportadores. Além disso, a facção ampliou suas rotas através de portos localizados no Nordeste e em Paranaguá.

Internamente, o PCC opera de maneira descentralizada, com divisões chamadas “sintonias”, que são responsáveis pela expansão territorial, coordenação de operações e gestão financeira. O uso de criptomoedas para a lavagem de dinheiro é uma das inovações no modelo de operação da organização, que se adapta às novas tecnologias para garantir sua continuidade.

A África Ocidental emerge como uma rota estratégica para o tráfico internacional, com países como Guiné-Bissau e Cabo Verde servindo como pontos de armazenamento de drogas antes do envio para a Europa. Portugal é considerado um ponto de entrada e base logística fundamental para as operações do PCC.

A facção também tem se adaptado ao contratar especialistas, como mergulhadores para fixar cargas em navios e hackers para acessar sistemas portuários. Esse modelo de atuação tem sido comparado a uma “franquia”, onde há autonomia operacional e regras internas que regem as atividades de cada unidade.

Além de suas operações na Europa, a expansão do PCC já influencia países da América do Sul, como Paraguai e Equador, onde a violência tem aumentado em decorrência da disputa por rotas do tráfico. Autoridades enfrentam grandes desafios para conter a organização, que continua a operar mesmo com diversas lideranças presas.

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