A pesquisa encomendada pelo banco BTG Pactual e conduzida pela Nexus foi divulgada na última segunda-feira (30), trazendo dados sobre as intenções de voto para a presidência da República nas eleições de 2026. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07875/2026, foi realizado por telefone com uma amostra de 2.006 entrevistados.
Entre os nomes que surgem na pesquisa, Romeu Zema, do Novo, aparece com 4% das intenções de voto. Em seguida estão Ronaldo Caiado, do PSD, e Renan Santos, da missão, ambos com 3%. Augusto Cury apresenta 2%, enquanto Cabo Daciolo e Aldo Rebelo registram 1% cada. Votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 2% dos entrevistados se declararam indecisos.
Na modalidade de pesquisa espontânea, onde não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula lidera com 33% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro, que conta com 26%. O ex-presidente Jair Bolsonaro corresponde a 2%, mesmo percentual que Romeu Zema e Renan Santos. Outros candidatos, como Ronaldo Caiado, obtêm 1%, enquanto Augusto Cury, Cabo Daciolo e Aldo Rebelo não pontuam. Os votos brancos e nulos totalizam 3%.
Em relação à rejeição, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro se destacam, com 49% e 48% dos eleitores, respectivamente, afirmando que não votariam neles “de jeito nenhum”. No que diz respeito ao potencial de voto, 50% dos eleitores consideram votar em Lula, enquanto 48% cogitam apoiar Flávio Bolsonaro.
André Jácomo, diretor de pesquisa da Nexus, comentou sobre a polarização do eleitorado, afirmando que a situação complica a viabilidade de candidaturas alternativas. “A polarização do eleitorado brasileiro segue forte. Hoje, apenas 8% dos eleitores se dizem ao mesmo tempo antiLula e antiBolsonaro. Fica muito claro que a ampla maioria está disposta a escolher um dos dois candidatos”, explicou. Em simulações de 2º turno entre Lula e Flávio, a adesão supera 90% dos eleitores.
Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, destacou a importância do potencial de voto, considerando-o um indicador crítico em uma eleição marcada pela polarização. Mesmo com a rejeição ligeiramente maior, Lula possui um número mais expressivo de eleitores dispostos a votar nele, o que pode ser um diferencial na disputa de outubro. Acompanhar essas métricas será fundamental ao longo da corrida eleitoral.

