A Polícia Federal (PF) executou quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia para apurar quebras irregulares de sigilo envolvendo parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa ação foi determinada pela Suprema Corte, após representação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além das buscas, a PF também implementou medidas cautelares, que incluem o uso de tornozeleiras eletrônicas, afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. Em janeiro, o ministro Alexandre de Moraes abriu um inquérito para investigar se houve quebra irregular do sigilo fiscal de ministros e seus familiares.
Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Moraes, participou da representação junto ao Banco Master e ao Banco Central, além de ter atuado na Receita Federal e no Congresso Nacional. O contrato assinado em janeiro de 2024 previa que o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões mensais por um período de três anos.
Se o contrato fosse integralmente cumprido, o escritório Barci de Moraes Associados teria um total de R$ 129 milhões até o início de 2027.

