A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se ao Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A justificativa é que seu estado de saúde requer cuidados que não são compatíveis com a vida no sistema prisional. A decisão final ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes.
A PGR argumentou que está evidente a necessidade de um monitoramento constante da saúde de Bolsonaro, que pode sofrer alterações graves de forma súbita. O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, destacou que a prisão domiciliar é essencial para garantir os cuidados de que o ex-presidente necessita.
Atualmente, Bolsonaro está internado no hospital particular DF Star, onde foi informado ao STF que não apresenta sinais de infecção generalizada e apresenta uma melhora progressiva. O hospital relatou que o ex-presidente tem mostrado estabilidade hemodinâmica e uma recuperação clínica e radiológica da pneumonia.
Bolsonaro ainda precisa de tratamento antibiótico e monitoramento por um período de 7 a 14 dias, dependendo da evolução do seu quadro. O hospital também informou que ele conseguiu suspender o uso de oxigênio após 24 horas de internação e que houve melhora em seus sintomas e marcadores inflamatórios.

