Piloto baleado em operação no Rio de Janeiro falece após longa internação

Felipe Monteiro Marques, policial civil e piloto, faleceu aos 46 anos após mais de 14 meses lutando.
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O policial civil Felipe Monteiro Marques faleceu neste domingo (17), aos 46 anos, após uma longa batalha contra as consequências de um tiro na cabeça, que o deixou em internação por mais de 14 meses. A tragédia ocorreu em 20 de março de 2022, quando ele pilotava um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) sobre a comunidade Vila Aliança, na zona oeste do Rio de Janeiro. Durante a operação, a aeronave foi alvo de disparos de criminosos, resultando em um tiro de fuzil que atingiu a região da testa do policial, perfurando seu crânio.

O tiro, que destruiu aproximadamente 40% do crânio de Felipe, foi resultado de uma ordem dada por José Gonçalves Silva, conhecido como “Sabão”, chefe do tráfico de drogas local. A bala, antes de atingir Felipe, colidiu com a aeronave, reduzindo sua velocidade e resultando na gravidade do ferimento.

Após o ataque, Felipe enfrentou uma verdadeira luta pela sobrevivência. Ele foi submetido a diversas cirurgias e enfrentou complicações graves, incluindo infecções severas que exigiram várias transfusões de sangue. Em setembro, o piloto passou pela última grande intervenção cirúrgica, uma cranioplastia, para reconstruir seu crânio.

Após oito meses no CTI do Hospital São Lucas, em Copacabana, Felipe recebeu alta e foi transferido para um quarto, onde continuou seu processo de recuperação. No mês de dezembro, ele deixou o hospital e foi encaminhado para uma unidade de reabilitação, em busca de retomar sua vida após os traumas sofridos.

O falecimento de Felipe foi comunicado nas redes sociais pelo perfil oficial do policial, que destacou sua coragem e determinação ao longo da recuperação. A esposa de Felipe, Keidna Marques, havia compartilhado, dois dias antes de sua morte, uma atualização preocupante sobre o estado de saúde do marido, sinalizando um novo agravamento.

A perda de Felipe Monteiro Marques representa não apenas uma tragédia pessoal, mas também um reflexo da violência que permeia a atuação policial em áreas de conflito no Rio de Janeiro. Suas contribuições como piloto e agente da lei serão lembradas por aqueles que o conheceram e por sua dedicação ao serviço público.

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