PL propõe mudança na jornada de trabalho e desafia oposição na Câmara

O presidente do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, anunciou que o partido vai defender a adoção da.
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Foto: Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Publicada em 27 de maio de 2026 às 07h38, a discussão sobre a jornada de trabalho na Câmara dos Deputados ganha novos contornos. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou na noite de ontem (26) que o partido apresentará um destaque durante a votação da PEC que visa proibir a escala 6×1, defendendo a adoção do modelo 4×3, que estabelece quatro dias de trabalho e três dias de descanso.

Em sua declaração, Cavalcante enfatizou a importância da proposta, afirmando que a intenção é priorizar o bem-estar do trabalhador. "Tomamos a decisão de amanhã, na hora da votação em plenário, apresentar destaque de preferência para votarmos a escala 4×3, porque somos a favor do trabalhador trabalhar menos, ficar em casa e descansar com a sua família", afirmou.

O deputado não poupou críticas ao governo Lula (PT), acusando-o de hipocrisia no debate sobre a redução da jornada de trabalho. "Não somos hipócritas e oportunistas como este governo", disse. Ele ainda fez um apelo aos partidos de esquerda, desafiando-os a se posicionarem a favor da mudança proposta: "Quero ver amanhã os petistas votando [com o PL].".

A comissão especial da Câmara, que analisa a PEC que visa alterar a escala 6×1, está programada para votar o parecer do relator Leo Prates (Republicanos-BA) nesta quarta-feira (27). A proposta apresentada pelo relator sugere uma redução gradual da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, e com dois dias de descanso por semana.

Segundo o relatório, após 60 dias da promulgação da emenda constitucional, a carga horária máxima será reduzida para 42 horas semanais. Um ano depois, esse limite deverá ser ajustado para as 40 horas estabelecidas. O texto unifica propostas anteriores, incluindo a PEC 221/19, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa uma jornada de 36 horas após um período de transição de dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que sugeria a implementação da escala 4×3.

O parecer de Prates propõe uma transição gradual, buscando implementar a nova jornada sem impactos negativos na economia. Há a previsão de que uma lei específica regule regimes diferenciados de jornada e descanso, garantindo que não se ultrapasse o limite de 40 horas semanais e que os dois dias de repouso sejam respeitados.

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