A Polícia Civil de São Paulo executou, na manhã desta quarta-feira (29), a 6ª fase da Operação Cyberconnect, uma das mais significativas ações do Estado contra organizações envolvidas em crimes cibernéticos. Até o momento, 20 pessoas foram presas e 107 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em várias localidades, incluindo a capital, o litoral e o interior paulista, além dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
As investigações revelaram que as facções práticas de golpes resultaram em um prejuízo total de R$ 11.886.968,31 para vítimas da região de São José do Rio Preto. Entre os golpes mais comuns, destaca-se a falsa central bancária, que causou perdas superiores a R$ 4 milhões, e o golpe do falso advogado, que gerou um prejuízo de mais de R$ 3,1 milhões. Outras modalidades de fraudes digitais somam cerca de R$ 4,7 milhões.
A operação é coordenada pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-5), com a colaboração das Delegacias Seccionais de São José do Rio Preto, Novo Horizonte, Catanduva, Votuporanga, Jales e Fernandópolis, além do Deic-5. O apoio também vem de unidades da Polícia Civil da capital e da Grande São Paulo, bem como de outros estados.
A estratégia da Operação Cyberconnect visa identificar e desarticular células de organizações criminosas especializadas em fraudes eletrônicas, utilizando inteligência policial e investigação digital. A operação também implementa medidas para bloquear e retirar recursos financeiros das quadrilhas.
Nesta fase, os investigadores mapearam todos os registros de crimes cibernéticos na área do Deinter-5 e identificaram as modalidades mais frequentes. O golpe da falsa central bancária se destaca como o mais recorrente, seguido por outras fraudes digitais, enquanto o golpe do falso advogado ocupa a terceira posição.
Antes da deflagração oficial, a Polícia Civil já havia realizado, na terça-feira (28), parte das medidas judiciais relacionadas aos líderes dos grupos criminosos responsáveis pelas fraudes. As diligências continuam em busca de outros alvos, e a Polícia Civil optou por não divulgar os locais das ações para preservar o andamento da operação.