Polícia Federal desmonta rede que filmava e compartilhava vídeos de estupro envolvendo brasileir

Ação coordenada em estados brasileiros e mais de 20 países apura produção e divulgação de registros de.
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A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quarta-feira uma operação para desarticular uma quadrilha que atuava na produção, troca e disseminação de vídeos de estupro contra mulheres dopadas com medicamentos. As investigações indicam que tanto as vítimas quanto os suspeitos seriam brasileiros, com evidências de operações que incluíam o uso de substâncias para sedar as mulheres antes dos crimes e a posterior distribuição das gravações em plataformas digitais.

Três pessoas foram detidas em operações executadas em São Paulo, Bahia e Ceará, enquanto sete mandados de busca e apreensão eram cumpridos em endereços ligados aos investigados nos cinco estados. O caso começou a ser apurado em 2025 após informações obtidas por meio de cooperação internacional, com participação da Europol e envolvimento de redes criminosas em mais de 20 países.

De acordo com os investigadores, o modus operandi lembraria casos semelhantes ao de Gisèle Pelicot, na França, com suspeitos que abusavam das próprias companheiras, filmavam os atos e distribuíam as imagens. Mensagens trocadas pelo grupo revelam discussões técnicas sobre medicamentos sedativos, além de expressões de ódio, repulsa e objetificação contra as vítimas, reforçando a dimensão cruel das atividades.

São investigados crimes como estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro, entre outras acusações possíveis. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que podem comprovar a participação dos suspeitos nos delitos.

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