Na manhã desta quarta-feira, 27 de maio de 2026, a Polícia Federal (PF) deu início a uma nova fase da Operação Sem Desconto, que visa apurar fraudes envolvendo associações que faturaram aproximadamente R$ 700 milhões por meio de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A operação se desenrola em estados como São Paulo, Pernambuco, Paraíba e no Distrito Federal.
Dentre as entidades investigadas estão o Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, ANDAPP e AASAP. A investigação revelou, por meio de documentos internos das associações e relatórios do Coaf, que os dirigentes desviavam recursos arrecadados de aposentados para suas próprias empresas. Esses documentos também indicam a criação de um sistema de biometria para fraudar assinaturas de beneficiários associados.
Além disso, a PF encontrou informações sobre pagamentos realizados a parentes de dirigentes do INSS, utilizando empresas vinculadas às associações sob investigação. Os gastos identificados incluem despesas em concessionárias de carros esportivos, joalherias de luxo e aquisição de embarcações, evidenciando a magnitude das fraudes.
A nova fase da Operação Sem Desconto tem como objetivo aprofundar as investigações sobre crimes que afetam a administração pública, abordando questões como a constituição de organizações criminosas, estelionato previdenciário, ocultação de bens e dilapidação patrimonial. Ao todo, a PF executa 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras ações constritivas, todas autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é o relator do caso na Corte.

