Um episódio na noite de segunda-feira, 16, em um posto de gasolina na Rodovia RJ-106, em São Gonçalo, gerou polêmica. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, usou as redes sociais para relatar que o caso envolvendo o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires, seria um atentado ligado ao combate a máfias de combustíveis. Por outro lado, a Polícia Militar considera a ocorrência como uma tentativa de roubo.
Em sua postagem, Paes elogiou o trabalho de João Pires no enfrentamento a organizações criminosas e destacou a necessidade de uma resposta rápida da Polícia Civil. O prefeito criticou também o governador Cláudio Castro, afirmando que a gestão estadual não é confiável e que persegue adversários políticos.
A Polícia Militar informou que agentes foram acionados sobre uma tentativa de roubo na rodovia. Uma outra vítima foi localizada e levada a um local seguro, onde indicou que registraria a ocorrência posteriormente. O caso foi registrado como tentativa de roubo na 75ª DP (Rio do Ouro), onde João Pires relatou que quatro homens armados tentaram roubar seu carro.
Durante um evento na manhã de terça-feira, 17, Paes negou ter inventado um atentado e afirmou que considera plausível essa hipótese. Ele ressaltou a importância da investigação policial e mencionou que Pires já utilizava medidas de segurança, como um carro blindado, por conta de ameaças relacionadas ao seu trabalho. Após o incidente, João Pires tranquilizou a todos em suas redes sociais, afirmando que não sofreu ferimentos e agradecendo o apoio recebido.

