Os vínculos revelados entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro colocam a Procuradoria-Geral da República sob pressão para investigar os fatos relacionados aos magistrados no caso do Banco Master.
Documentos indicam que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa realizaram viagens em jatos de empresas ligadas a Vorcaro. Além disso, o ministro Dias Toffoli também utilizou aeronave de uma empresa do empresário para se deslocar ao resort Tayayá. Revelações adicionais incluem um contrato de R$ 129 milhões com um escritório associado à esposa de Moraes e troca de mensagens entre o ministro e Vorcaro.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicado em 2023 e com mandato renovado em 2025, mantém diálogo com ministros da Corte. Especialistas ressaltam que a abertura de investigação requer indícios mínimos de crime e, no caso de autoridades com foro, exige elementos probatórios mais robustos.
Ministros do STF têm foro por prerrogativa de função, o que significa que só podem ser investigados com autorização do próprio tribunal. Em fevereiro, a Polícia Federal enviou um relatório ao STF com indícios envolvendo Toffoli, resultando na abertura de um procedimento de suspeição pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

