Na quarta-feira, 6 de setembro, Israel lançou um ataque aéreo em Beirute, sendo esta a primeira ação militar contra a capital libanesa desde o cessar-fogo alcançado com o Hezbollah no mês anterior. O governo israelense informou que o alvo do ataque foi um comandante da Força Radwan, uma unidade de elite do Hezbollah, localizado nos subúrbios ao sul da cidade.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, comunicaram a operação em uma declaração conjunta. A imprensa em Israel indicou que o comandante teria sido morto, embora não haja confirmação oficial por parte das Forças de Defesa de Israel ou do Hezbollah até o momento.
Em suas redes sociais, Netanyahu comentou sobre a ação, afirmando que os membros da Força Radwan são responsáveis por ataques a assentamentos israelenses e por ferimentos em soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI). “Nenhum terrorista tem imunidade – a mão longa de Israel alcançará todo inimigo e assassino. Prometemos trazer segurança aos residentes do norte – assim fazemos e assim faremos!”, declarou o premiê.
Esse ataque ocorre em um contexto de cessar-fogo que foi estabelecido entre Israel e o Hezbollah no mês passado. A trégua no Líbano estava ligada a um entendimento mais amplo entre Estados Unidos e Irã, uma vez que a suspensão dos bombardeios israelenses era uma das exigências do Irã. Apesar do acordo, a presença de tropas israelenses em áreas ao sul do rio Litani continua, enquanto o Hezbollah tem respondido com disparos e drones armados direcionados a soldados israelenses.
Além do ataque em Beirute, a agência estatal libanesa NNA noticiou que Israel também realizou uma série de bombardeios em diferentes regiões do sul do Líbano na mesma data. Relatos preliminares indicam que mais de 2,7 mil pessoas perderam a vida desde o início do conflito em 2 de março, com o Hezbollah lançando centenas de foguetes e drones contra Israel. Em resposta, Israel informou que 17 de seus soldados morreram no sul do Líbano, além de dois civis no norte do país.
As negociações entre Israel e Líbano têm avançado nas últimas semanas, mas em níveis diplomáticos, através de embaixadores. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, declarou que ainda é “prematuro” discutir uma reunião de alto nível entre as autoridades dos dois países. Ele ressaltou que o Líbano não busca a normalização com Israel, mas almeja alcançar a paz, estabelecendo como exigência mínima um cronograma para a retirada israelense.

