Prisão de suspeitos de ataque a tenente da Rota é decretada pela Justiça

A Justiça de São Paulo determinou a prisão temporária de dois homens suspeitos de envolvimento no atentado.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Neste domingo (28), a Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de participação no atentado contra o primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos. A decisão foi proferida pela Vara do Plantão da Comarca de Santo André, após a identificação dos envolvidos pelas forças de segurança.

Os suspeitos foram localizados pela Polícia Militar em Guaianases, na zona leste da capital paulista. Após a captura, eles foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde estão prestando depoimentos à Polícia Civil.

O tenente Ronickson Pimentel foi baleado na manhã de sábado (27) na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, local onde o ataque é considerado uma tentativa de execução. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que o policial estava parado em sua motocicleta em um semáforo, quando foi abordado por dois criminosos em outra moto, que dispararam várias vezes antes de fugir.

Após o ataque, o tenente recebeu os primeiros socorros no local e foi transportado de helicóptero pelo Águia da Polícia Militar ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. De acordo com a mais recente atualização da equipe médica e da PM, Pimentel passou por uma cirurgia neurológica delicada e seu estado é considerado grave, porém estável. Os médicos informaram que não houve piora no quadro clínico após o procedimento.

Em resposta ao atentado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, determinou prioridade máxima às forças de segurança para a identificação e prisão dos responsáveis. Em suas redes sociais, ele expressou profunda indignação pela notícia e ressaltou que ataques a policiais representam uma ameaça à sociedade como um todo.

Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, que foi vítima de um caso criminal notório no país. Em outubro de 2008, Eloá foi assassinada após passar cerca de 100 horas em cárcere privado em Santo André. As investigações sobre a motivação do atentado continuam sob a responsabilidade do DHPP.

PUBLICIDADE

Relacionadas: