Prisão de vereador do PT marca nova fase de investigações sobre PCC em SP

O vereador Senival Moura foi detido na Operação Última Parada, que apura suposta lavagem de dinheiro no.
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O vereador Senival Moura, do PT e atual primeiro-secretário da Câmara Municipal de São Paulo, foi preso na quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada. Esta ação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.

A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, em colaboração com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil. O foco das investigações é um alegado esquema de lavagem de dinheiro relacionado à empresa de ônibus Transunião.

As apurações indicam que Senival Moura estaria implicado em um esquema que utilizaria a referida empresa para movimentar recursos de origem ilícita. A Transunião é a terceira companhia de ônibus da cidade a ser mencionada em investigações que sugerem vínculos com a facção criminosa.

No âmbito da Operação Última Parada, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de São Paulo e Minas Gerais. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, que podem totalizar R$ 194 milhões, além de 117 ônibus, 21 imóveis e três embarcações.

A decisão, proferida pela 2.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, também resultou no afastamento de seis membros da alta administração da Transunião, com a intervenção da empresa que será gerida pela SPTrans.

A defesa do vereador, representada pelo advogado Márcio Sayeg, afirmou que Senival Moura é “inocente” e que ele já havia prestado esclarecimentos às autoridades sobre suas supostas relações com a empresa sob investigação.

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