Na Sexta-Feira Santa, o consumo de peixe representa fé e tradição para muitas famílias no Brasil. Essa prática, que remonta ao século XI, quando a Igreja Católica instituiu a abstinência de carne vermelha, tornou-se parte da cultura nacional, embora o alto custo dos pescados ainda seja um obstáculo para a sua adoção por muitas famílias.
Os preços elevados dos pescados, como o bacalhau a mais de R$ 156 o quilo e o salmão acima de R$ 95, dificultam o acesso, especialmente para famílias de baixa renda. Nesse contexto, o programa Armazém Solidário, promovido pela Prefeitura de São Paulo, se destaca por oferecer alimentos com preços de 30% a 50% mais baixos que os do mercado, possibilitando que pessoas com renda de até um salário mínimo tenham acesso a uma alimentação de qualidade.
Durante a Semana Santa, houve um aumento significativo na procura pelo programa, com mais de 12 toneladas de pescados vendidas em uma semana e um total de 20 toneladas desde o início do ano. Ao todo, 1,28 milhão de pessoas foram atendidas, com 18,5 milhões de itens comercializados nas sete unidades em funcionamento, com previsão de ampliação.
O programa não apenas oferece alimentos, mas também assegura dignidade e respeito às tradições culturais, permitindo que mais famílias celebrem a Páscoa de maneira digna, mantendo viva a tradição do consumo de peixe na data.
