O Banco Central divulgou o Relatório Focus, indicando que a inflação acumulada para este ano pode chegar a 4,71%, superando o teto da meta de 4,5% fixada pelo governo. Essa projeção reflete as preocupações do mercado em relação aos impactos da guerra no Oriente Médio, especialmente após as negociações entre Estados Unidos e Irã não avançarem.
A expectativa também afeta a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 14,75%. A previsão é que a Selic termine o ano em 12,5%, um aumento em relação à estimativa anterior de 12,25%. Essa elevação nas projeções é acompanhada por uma pressão inflacionária que pode influenciar a política monetária.
No cenário internacional, o preço do petróleo já superou os US$ 100 por barril, impactando os custos de combustíveis. Essa elevação nos preços afeta diretamente os custos de transporte e logística, refletindo na economia.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá retornar ao intervalo da meta apenas em 2027, com uma previsão de 3,91%. Há cerca de um mês, as projeções de inflação eram mais otimistas, próximas do centro da meta de 3%.
O aumento nos preços tem um impacto direto sobre itens essenciais e serviços, refletindo no custo de vida da população, que já sente os efeitos dessa alta inflacionária.

