Projeção do IPCA é elevada para 4,71% e mercado antecipa quebra do teto da meta até 2026

A projeção do IPCA para 2026 foi elevada pelo mercado financeiro, que espera um aumento contínuo da.
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O mercado financeiro ajustou sua expectativa para o IPCA ao final de 2026, passando de 4,36% para 4,71%, conforme o boletim Focus do Banco Central. A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com um limite de tolerância que estabelece o teto em 4,5%. Assim, a expectativa é de que a inflação supere essa meta neste ano.

Essa revisão representa a quinta semana consecutiva de aumento nas projeções, refletindo as implicações da guerra no Oriente Médio e a alta nos preços do petróleo. Antes do início do conflito, as previsões indicavam uma inflação inferior a 4% para 2026, com o Banco Central prevendo um IPCA de 3,9%.

Em março, o IPCA registrou uma alta de 0,88%, superando as expectativas do mercado e acumulando 4,14% em 12 meses. No mês, o grupo transporte teve a maior variação, com aumento de 1,64%, enquanto alimentação e bebidas subiram 1,56%. Esses dois grupos foram responsáveis por 76% do resultado do IPCA de março.

O aumento da inflação em março é significativo, pois normalmente marca o início de um período sazonal de redução. Porém, o conflito no Irã alterou essa tendência. Com o resultado, as medianas das projeções do Sistema Expectativas de Mercado indicam que o IPCA permanecerá acima do teto de 4,5% por cinco meses, de outubro de 2026 a fevereiro de 2027.

Com a nova meta contínua em vigor desde 2025, SE a taxa ultrapassar o limite de tolerância por seis meses consecutivos, considera-SE que o Banco Central não atingiu sua meta. O C6 Bank projeta que o IPCA deve encerrar 2026 em 4,8%, enquanto a XP Investimentos ajustou suas expectativas, considerando a possibilidade de um IPCA superior a 5%.

Para 2027, a projeção do IPCA foi elevada de 3,85% para 3,91%. A expectativa para 2028 permanece em 3,6%. A Selic deve fechar 2026 em 12,5% ao ano, com a cotação do dólar projetada em R$ 5,37 e crescimento do PIB estimado em 1,85%.

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