Na tarde do dia 07 de maio de 2026, estudantes e militantes de esquerda da Universidade de São Paulo (USP) realizaram uma invasão ao prédio da reitoria, localizado no campus Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. O ato foi parte de um protesto relacionado à greve das universidades estaduais paulistas. Durante a manifestação, imagens que circulam nas redes sociais mostram o grupo derrubando portas de vidro para forçar a entrada no edifício.
Os organizadores da mobilização afirmam que o objetivo da invasão era pressionar a administração da USP a reabrir as negociações com o reitor Aluísio Segurado. O protesto também busca a implementação de medidas que garantam a permanência estudantil, incluindo o aumento de bolsas, melhorias nas moradias universitárias e a manutenção da infraestrutura dos campi.
Cerca de 400 estudantes participaram da manifestação, que começou com a montagem de um acampamento em frente à reitoria durante a manhã. Até o final da tarde, o protesto transcorreu pacificamente, mas por volta das 16h, um grupo decidiu invadir o prédio. Policiais militares monitoraram a situação a uma certa distância, alguns com escudos, mas não houve confrontos.
Os atos reuniram estudantes não apenas da USP, mas também da Unicamp e da Unesp. Em resposta à invasão, a reitoria da USP emitiu uma nota lamentando o ocorrido e classificou os atos como depredação de patrimônio público. Além disso, a universidade informou que acionou forças de segurança para evitar novas ocupações em outras áreas do campus.

