A Purdue Pharma, uma das principais farmacêuticas dos Estados Unidos, chegou a um acordo judicial que a reconhece como culpada por sua contribuição à crise dos opioides no país. A decisão, divulgada na terça-feira, 28, determina que a empresa pagará US$ 8 bilhões. As acusações contra a Purdue incluem a promoção do OxyContin, um analgésico altamente potente, com omissões sobre o risco de dependência e pagamentos de propinas a médicos para incentivar a prescrição do medicamento.
Com a formalização do acordo, a Purdue Pharma encerrará suas atividades e, a partir de 1º de setembro, dará origem à Knoa Pharma. Esta nova companhia independente assumirá os ativos e a experiência da Purdue, com o objetivo de atuar no combate à crise causada pelo uso de opioides.
No tribunal, diversas vítimas e representantes da sociedade civil solicitaram que o acordo fosse rejeitado e pediram punições criminais para os membros da família Sackler, proprietária da Purdue. Entretanto, a decisão não incluiu sanções individuais para os integrantes da família, que enfrentam críticas intensas por sua atuação na promoção do OxyContin.
Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) revelam que entre 1999 e 2022, aproximadamente 727 mil pessoas faleceram nos Estados Unidos em decorrência de overdoses relacionadas ao uso de opioides, tanto daqueles que são legalmente prescritos quanto os que circulam ilegalmente. A crise dos opioides tem gerado consequências devastadoras para muitas famílias e comunidades em todo o país, evidenciando a gravidade da situação.
O desdobramento do caso Purdue Pharma e a criação da Knoa Pharma marcam um novo capítulo na luta contra a epidemia de opioides nos Estados Unidos, que continua a afetar a saúde pública de maneira alarmante.

