A tentativa de líderes evangélicos pentecostais e neopentecostais de emplacar Jorge Messias no Supremo Tribunal Federal (STF) não teve sucesso. Entre os apoiadores da indicação estavam Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus do Brás, o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, e o apóstolo Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo. A indicação contava com o suporte de André Mendonça, que alegava a necessidade de ‘equilibrar’ as forças contra Alexandre de Moraes no tribunal.
No entanto, essa justificativa não se sustentou e foi vista como uma manifestação do corporativismo presente na composição do STF, que demanda uma reforma para continuar a existir dentro da República. A validação de Messias era percebida como um passo em direção à consolidação de forças autoritárias e de uma agenda globalista que se opõe ao conservadorismo. A decisão de Apoiar Messias, em qualquer circunstância, era considerada um ato de medo, oportunismo ou desentendimento sobre a luta cultural que permeia a política atual.
André Mendonça, que chegou a conduzir uma reunião privada com o AGU, apresentando um pedido de desculpas ao petista e reafirmando seu compromisso com a pauta cristã, parece não ter compreendido a complexidade da situação. Vale ressaltar que Moraes possui um candidato próprio, que, embora não tenha sido o escolhido por Lula, compartilha de princípios antirrepublicanos. Aceitar qualquer proposta desse grupo apenas por pragmatismo é interpretado como uma abdicação do dever cristão de resistir ao mal.
A mensagem deve ser clara para os líderes religiosos que se renderam rapidamente à tentação de seguir o fluxo do poder. Diante da derrota significativa de Lula, muitos estão reconsiderando suas posições políticas. Com a candidatura de Flávio Bolsonaro ganhando força, figuras como Silas Malafaia e Marcos Pereira estão se aproximando, e a união de todo o centro político pode estar a caminho. O apoio a Lula, sob qualquer justificativa, é visto como uma ação motivada por medo, oportunismo ou falta de entendimento sobre a luta cultural que se entrelaça com a política contemporânea.

