Rejeição a Fernando Haddad chega a 47% em São Paulo, enquanto Tarcísio registra 29%

Uma pesquisa Datafolha revela que a rejeição ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad aumentou para 47% entre.
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A rejeição ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato do PT, subiu para 47% entre os eleitores de São Paulo, conforme levantamento do Datafolha divulgado neste domingo (5). Esse índice representa um aumento de nove pontos percentuais em comparação ao mês de março, quando 38% dos entrevistados declararam que não votariam de jeito nenhum no petista.

Em contraste, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, apresenta uma rejeição de 29%, um crescimento de cinco pontos em relação ao levantamento anterior, que registrou 24%. Essa diferença significativa na rejeição entre os dois candidatos pode influenciar diretamente a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Em um cenário de segundo turno, a pesquisa aponta que Tarcísio venceria Haddad com 53% dos votos, contra 37% do ex-ministro. Além disso, 8% dos entrevistados afirmaram que optariam por votar em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos candidatos, enquanto 2% não souberam informar a sua escolha.

O levantamento também analisou a simulação do primeiro turno, considerando os votos válidos, que são utilizados pela Justiça Eleitoral para determinar o vencedor. Nesse contexto, Tarcísio aparece com 52%, o que seria suficiente para garantir sua reeleição já no primeiro turno, enquanto Haddad contabiliza 34% dos votos válidos.

A pesquisa do Datafolha sugere que a alta rejeição de Haddad contribui para a vantagem do governador, que também se beneficia de uma avaliação positiva de sua gestão. Além disso, a ausência de uma candidatura competitiva de terceira via, após a desistência de possíveis candidatos que poderiam atrair o eleitorado de centro e da direita, também ajuda a explicar o desempenho de Tarcísio.

Outro ponto abordado na pesquisa foi a influência das principais lideranças políticas no estado. De acordo com os dados, 27% dos entrevistados afirmaram que votariam com certeza em um candidato apoiado por Jair Bolsonaro, enquanto 19% disseram que fariam o mesmo em relação a um nome indicado por Lula. Por outro lado, 49% afirmaram que não votariam de forma alguma em um candidato apoiado por Bolsonaro, e a rejeição a um nome respaldado por Lula chega a 54%.

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