O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, anunciou na quinta-feira (27) que convidou o economista Marcos Lisboa para compor sua equipe ministerial, caso seja eleito nas eleições de outubro. Lisboa atuou como secretário de Política Econômica no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2003 e 2006, integrando a equipe liderada pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci (PT).
Considerado um dos economistas mais respeitados do Brasil, Marcos Lisboa é conhecido por sua defesa da focalização de programas sociais, o que contribuiu para o surgimento do Bolsa Família, que atualmente atende cerca de 48 milhões de brasileiros. Além de sua experiência no governo, Lisboa ocupou cargos como diretor-executivo do Itaú Unibanco e presidente do Insper, uma instituição de destaque na formação em economia e administração.
Durante uma sabatina realizada pela rádio CBN e pelos jornais Valor Econômico e O Globo, Renan Santos expressou seu interesse em contar com economistas de renome, mencionando Lisboa e também a economista Elena Landau. No entanto, o presidenciável não esclareceu se Lisboa aceitou o convite para integrar sua equipe.
Renan Santos, que defende uma agenda liberal, fez declarações polêmicas sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Justiça do Trabalho. Ele afirmou que a CLT “já era” e manifestou sua intenção de acabar com a Justiça do Trabalho, além de criticar a proposta de fim da escala de trabalho 6×1, a qual chamou de “maluquice”. O candidato criticou o que considera covardia do Congresso Nacional frente a projetos como o da deputada Erika Hilton e afirmou que essas propostas poderiam levar a uma “quebradeira da economia”.
Além de suas opiniões sobre o trabalho, Renan Santos também abordou a questão da defesa nacional, defendendo que o Brasil deveria desenvolver armamento nuclear para garantir sua soberania em um mundo em transformação. Ele argumentou que, para o Brasil se posicionar ao lado de potências como Estados Unidos, Rússia, Índia e China, é necessário ter controle sobre seu próprio território e armamento.
Em relação às possíveis repercussões internacionais do desenvolvimento de uma bomba atômica, o candidato demonstrou desinteresse pelas reações de outros países, reafirmando sua visão de que a soberania é fundamental para o país.