O candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, esteve presente em um evento com lideranças e jovens da comunidade judaica, organizado pela Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e pela Confederação Israelita do Brasil (Conib). O encontro ocorreu na sede da Fisesp, em São Paulo, e contou também com a participação do deputado federal Kim Kataguiri.
Durante a reunião, um dos assuntos centrais foi o combate ao antissemitismo, uma forma de intolerância que, , tem se manifestado especialmente no ambiente universitário. Ele argumentou que essa questão demanda uma reflexão sobre os limites da autonomia das universidades públicas em relação a tais manifestações.
Renan Santos, que é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre, destacou que o antissemitismo tem se intensificado entre os jovens. Ele, que se formou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), observou que a chamada Geração Z, nascida entre 1997 e 2010, desempenha um papel significativo na propagação de ideias antissemitas.
"A ideia do judeu como bode expiatório para todos os problemas vem sendo utilizada pela Geração Z, que consegue unificar do extremista pró-palestino de esquerda ao fã do Nick Fuentes, um criador de conteúdo dos EUA, de direita", afirmou o candidato em um vídeo sobre o encontro.
Na ocasião, foram apresentados dados coletados pela Fisesp e Conib que indicam um aumento nas manifestações antissemitas no Brasil, com registros nas redes sociais e nos espaços acadêmicos, além de no debate público. Esses dados revelam que o problema não está restrito a um único partido ou campo político.
Santos também ressaltou a importância de não apenas abordar os desafios enfrentados pela comunidade judaica no Brasil, mas também de discutir novas estratégias e táticas de ação, tanto contra o avanço do antissemitismo quanto contra o crescimento de um certo radicalismo.

