Renato Ribeiro critica hostilidade a narradoras e defende presença feminina no futebol

Durante o Rio2C, o diretor de conteúdo esportivo da Globo, Renato Ribeiro, respondeu a críticas sobre a.
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Renato Ribeiro, diretor de conteúdo esportivo da Globo — Foto: Renato Ribeiro, d

O diretor de conteúdo esportivo da Globo, Renato Ribeiro, fez declarações contundentes durante sua participação no evento Rio2C, realizado no Rio de Janeiro na sexta-feira, 29. Ele respondeu de forma incisiva às críticas direcionadas à presença de narradoras e comentaristas femininas nas transmissões de futebol, afirmando que aqueles que rejeitam essa inclusão demonstram preconceito e ignorância, classificando-os como "misóginos" e "burros".

Ribeiro destacou que a estratégia da emissora vai além da representatividade, enxergando a ampliação do público feminino como uma oportunidade comercial significativa. Segundo ele, o futebol já atingiu um limite de crescimento na audiência tradicional masculina, o que torna essencial buscar novos consumidores para o esporte. "Há um teto do público que consome futebol", afirmou, ressaltando a necessidade de conquistar a atenção de um público mais jovem que se distrai com diversas opções de entretenimento.

O executivo apresentou a presença feminina como a chave para essa expansão, afirmando que "as mulheres são o futuro do futebol". Ele enfatizou que, para aumentar a audiência e as vendas, é imprescindível atrair o público feminino, que se mostra cada vez mais interessado no esporte.

Além disso, Ribeiro denunciou a hostilidade enfrentada por narradoras e comentaristas da Globo nas redes sociais, onde essas profissionais são frequentemente alvo de ataques misóginos. Ele descreveu a situação como uma verdadeira agressão, indicando que a resistência à presença feminina nas transmissões é alimentada por um machismo enraizado. "Elas sofrem uma barbaridade", afirmou Ribeiro, referindo-se ao ambiente hostil que essas mulheres enfrentam ao desempenharem suas funções.

Ao discutir a resistência ao futebol feminino de maneira mais abrangente, o diretor apontou o preconceito como a principal causa da oposição à inclusão feminina no esporte. Ele comparou esse momento a uma queda do último bastião machista, afirmando que a mudança é irreversível. "O futebol não é só para homens. Isso vai além da misoginia, é um pouco de burrice também", destacou.

Ribeiro também provocou os críticos ao sugerir que, se a tendência de crescimento da presença feminina no futebol continuar, os opositores poderão perceber o impacto financeiro disso. "Os misóginos e preconceituosos talvez acordem mexendo no bolso", disse, enfatizando que é um processo sem volta e que o público precisa se habituar a essa nova realidade.

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