Ricardo Magro é incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol

Ricardo Magro, do grupo Refit, passa a ser procurado em 196 países após inclusão na lista de.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print
Foto: Reprodução

Ricardo Magro, empresário à frente do grupo Refit, foi oficialmente incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, um mecanismo que visa a localização e prisão de foragidos em 196 países. A inclusão, publicada em 22 de maio de 2026, às 09h47, é consequência de um pedido feito pela Polícia Federal (PF) no último sábado (16), que atendeu a requisitos estabelecidos pela organização internacional.

A decisão para a inclusão de Magro na lista seguiu uma autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que permitiu a prisão do empresário, além de mandados de busca e apreensão relacionados ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL. Essa ação faz parte da operação “Sem Refino”, que foi deflagrada na semana anterior.

Magro é alvo de investigações da PF por um esquema de sonegação fiscal que pode ultrapassar os R$ 52 bilhões. As autoridades apontam que ele e o grupo Refit são os maiores sonegadores do Brasil, com dívidas acumuladas superiores a R$ 26 bilhões, conforme levantamento da Receita Federal. Em São Paulo, o montante das obrigações fiscais não pagas soma cerca de R$ 9,6 bilhões, segundo dados do governo estadual.

A PF ainda não localizou o paradeiro exato de Ricardo Magro, o que motivou a solicitação de sua inclusão na Difusão Vermelha. Sabe-se que o empresário reside fora do Brasil há pelo menos 10 anos, tendo como base os Estados Unidos, e também possui cidadania portuguesa.

É importante ressaltar que, mesmo com a inclusão na lista da Interpol, um alerta emitido nos EUA não implica em prisão automática. A legislação americana exige que haja uma base legal ou um tratado de extradição específico que possa ser aplicado ao caso de Magro, o que pode complicar a sua captura e eventual devolução ao Brasil para responder às acusações.

Com essa inclusão, as autoridades brasileiras esperam facilitar a localização e a prisão do empresário, que é considerado um dos principais alvos na luta contra a sonegação fiscal no país.

PUBLICIDADE

Relacionadas: