Romeu Zema defende impeachment de ministros para restaurar credibilidade do STF

Em entrevista ao Canal Livre, o pré-candidato à Presidência Romeu Zema afirmou que o impeachment de ministros.
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Foto: Reprodução/YouTube @bandjornalismo

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema, do partido Novo, expressou sua opinião sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma entrevista ao programa Canal Livre, exibido no dia 03 de maio de 2026. Zema afirmou que a população brasileira, especialmente aqueles que trabalham arduamente e acreditam no futuro do país, só recuperará o orgulho em relação ao STF por meio do impeachment de alguns de seus ministros.

Zema apontou uma crescente indignação em relação ao STF, mencionando que muitos brasileiros estão descontentes com as ações da Corte. Ele destacou que, para restaurar a confiança no Supremo, é necessário remover certos ministros. "O caminho mais natural para isso é o processo de impeachment", comentou o ex-governador de Minas Gerais.

Além disso, o pré-candidato criticou a atuação dos ministros, sugerindo que eles estariam utilizando suas posições para interesses pessoais. "Não dá para engolir, para sentir orgulho de ser brasileiro com esses ministros que estão lá utilizando a Corte para ser um superior balcão de negócios, que nós estamos vendo", declarou Zema, referindo-se ao enriquecimento ilícito.

Zema também propôs uma reforma no processo de impeachment, sugerindo que o poder de decidir sobre os pedidos não deveria estar nas mãos do presidente do Senado, mas sim na maioria dos parlamentares. "Hoje sabemos claramente que temos um presidente do Senado que está engavetando esses pedidos. Não sei se ele tem o rabo preso também, mas nós estamos vendo disfuncionalidades", afirmou.

Atualmente, existem mais de 80 pedidos de impeachment contra ministros do STF, sendo que pelo menos 46 deles são direcionados a Alexandre de Moraes. Zema citou o vínculo entre Moraes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, como um fator que intensificou a crise na Corte. O ex-governador expressou a esperança de que o próximo presidente do Senado tenha coragem e não esteja comprometido, para que essas investigações sejam levadas adiante.

Em relação à sua gestão em Minas Gerais, Zema ressaltou que o estado saiu de um déficit de R$ 11 bilhões sob a administração do PT para um superávit de R$ 4 bilhões em 2024, afirmando que há soluções viáveis para os problemas financeiros.

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