O pré-candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo, fez uma postagem nas redes sociais reconhecendo o esforço do senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, após o governo dos EUA classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Zema, em um vídeo publicado no X, defendeu que a decisão não representa uma ameaça à soberania nacional, mas sim uma ação necessária contra os grupos que dominam diversas áreas no Brasil.
Em sua fala, o ex-governador de Minas Gerais criticou o governo Lula, afirmando que este nunca tomou medidas efetivas contra o crime organizado. "Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá, quem manda são eles, não o governo", declarou Zema.
O pré-candidato também enfatizou que a soberania nacional está sendo "roubada" e acusou Lula de "passar pano para bandido". Ele afirmou que a colaboração dos EUA é bem-vinda e que Flávio Bolsonaro conseguiu realizar algo que, segundo ele, o governo atual já deveria ter feito há muito tempo.
Na noite do dia 28 de maio, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a inclusão do PCC e do CV na lista de "Terroristas Globais Especialmente Designados" e "Organizações Terroristas Estrangeiras". Essa decisão foi tomada após um pedido do senador Flávio Bolsonaro, que se encontrou recentemente com o ex-presidente Donald Trump, o vice-presidente J. D. Vance e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.
A nova classificação entra em vigor no dia 5 de junho, marcando um passo significativo nas relações entre os EUA e o Brasil no combate ao crime organizado. A designação é vista como uma resposta ao crescente poder e influência dessas organizações no território brasileiro, o que tem gerado preocupações tanto local quanto internacionalmente.

