A recente divulgação de áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro e o ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, provocou uma série de reações no cenário político brasileiro. O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado, se manifestou a respeito, exigindo explicações do senador, mas também fazendo um apelo pela união do campo conservador em um momento decisivo, com as eleições de 2026 se aproximando.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais na quarta-feira, 13, Caiado reconheceu a necessidade de esclarecimentos sobre o conteúdo das gravações. Contudo, ele alertou para o risco de fragmentação do bloco conservador em um período crítico. "Falhas de ordem pessoal devam ser tratadas por cada um que venha amanhã a ser denunciado", destacou Caiado. Ele ressaltou que o foco principal deve ser a derrota de Lula nas próximas eleições.
Caiado, que possui uma trajetória de “40 anos de vida pública” sem questionamentos em relação à sua moralidade, afirmou que não está se comportando de maneira "oportunista". Para ele, a oposição deve concentrar suas energias na unidade do centro-direita, evitando que disputas internas comprometam a luta contra o PT nas eleições presidenciais.
A controvérsia teve início a partir de uma reportagem do site The Intercept Brasil, que revelou que Flávio Bolsonaro teria solicitado a Daniel Vorcaro o pagamento de parte de um aporte de US$ 24 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 134 milhões, destinado ao financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, já havia emitido uma nota negando qualquer irregularidade em seu relacionamento com Vorcaro. Ele argumentou que o que ocorreu foi um filho buscando patrocínio privado para um filme sobre a história de seu pai, enfatizando que não houve uso de dinheiro público e que não houve qualquer envolvimento da Lei Rouanet.
O senador também destacou que conheceu Daniel Vorcaro em situações ligadas ao projeto cinematográfico e reiterou que todas as transações foram realizadas de forma lícita. O episódio acontece em um contexto de crescente pressão no Senado, onde se discute a instalação da CPI do Banco Master.

