São Bernardo do Campo registra novo caso de intoxicação por metanol

A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou um novo caso de intoxicação por metanol, elevando o.
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A Prefeitura de São Bernardo do Campo, localizada em São Paulo, informou nesta quinta-feira, 28, sobre mais um caso de intoxicação por metanol, elevando a soma total de ocorrências para 54 no Estado. O novo registro refere-se a um homem de 51 anos que foi internado no dia 19 de outubro com suspeita de intoxicação, sendo a confirmação do caso realizada na terça-feira, 26. Após a internação, o paciente já recebeu alta e segue em processo de recuperação.

A Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo destacou que a Vigilância Sanitária está realizando investigações sobre o local onde a bebida adulterada foi consumida. Desde a identificação dos primeiros casos de intoxicação por metanol, que começaram em outubro do ano anterior, ao menos 12 pessoas perderam a vida em decorrência de complicações relacionadas à ingestão dessa substância.

As mortes confirmadas incluem quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos que residiam na capital paulista, além de uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos de São Bernardo do Campo. Também faleceram pessoas de Osasco, como dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos, e um homem de 37 anos de Jundiaí, além de dois homens de 26 anos, um de Sorocaba e outro de Mauá. Além disso, um óbito de um homem de 31 anos, morador de São José dos Campos, segue sob investigação.

A delegada da Polícia Civil, Isa Lea Abramavicus, comentou que as bebidas adulteradas estavam sendo vendidas a preços próximos aos de produtos legítimos, o que dificultava a identificação de fraudes por parte dos consumidores. Um comprovante de compra obtido revelou que garrafas adulteradas de vodca Smirnoff consumidas no Torres Bar, na Mooca, zona leste da capital paulista, estavam sendo vendidas entre R$ 35 e R$ 39, enquanto o preço das garrafas originais variava entre R$ 28 e R$ 35.

O metanol é uma substância química de uso industrial, presente em produtos como fluidos anticongelantes e produtos de limpeza automotiva, e não deve ser consumido por humanos. A ingestão pode resultar em intoxicação severa, mesmo em pequenas quantidades, gerando danos permanentes, incluindo sequelas neurológicas e perda da visão. O diagnóstico pode ser complicado devido aos sintomas iniciais serem inespecíficos, mas o tratamento rápido é crucial para aumentar as chances de sobrevivência e minimizar sequelas.

O tratamento para intoxicação por metanol é considerado uma emergência médica, requerendo internação. Entre as intervenções estão o uso de medicamentos específicos e sessões de diálise para a remoção de toxinas do sangue. Especialistas observam que o etanol pode ser utilizado em casos específicos para retardar a metabolização do metanol, atuando como um inibidor competitivo e reduzindo a formação de substâncias tóxicas.

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