Em 09 de julho de 2026, o senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, declarou que a investigação da Polícia Federal que envolve o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e o filho do presidente, Lulinha, não deve progredir antes das eleições de outubro. Viana mencionou que a situação foi informada ao ministro André Mendonça, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
O senador criticou a quantidade de efetivos envolvidos no inquérito, que conta apenas com cerca de dez servidores para analisar um grande volume de provas relacionadas ao desvio de bilhões de reais que afetam aposentados e pensionistas. Ele ressaltou que, para uma análise adequada, seriam necessários pelo menos quatro vezes mais policiais. Viana destacou que, no ritmo atual, a análise do material coletado poderia levar até seis meses.
Além disso, Carlos Viana sublinhou que a estrutura destinada à investigação é a principal problemática, e não a quantidade de policiais disponíveis. Em uma publicação na rede social X, o senador expressou preocupação com a condução do inquérito, indicando que sempre que envolve este núcleo de investigados, o processo enfrenta dificuldades.
Viana afirmou que "investigação que engasga sempre no mesmo sobrenome não é investigação lenta. É investigação sufocada". Ele enfatizou que os aposentados esperaram a vida inteira pelo benefício e não devem aguardar mais quatro anos por justiça.
Até o presente momento, a Polícia Federal não se manifestou publicamente sobre as declarações do senador e não confirmou as informações apresentadas. O Supremo Tribunal Federal também não fez comentários a respeito do assunto.

