Senadores SE preparam para votação de Jorge Messias no STF em 29 de abril

A sabatina de Jorge Messias para o STF está agendada para 29 de abril, com a contagem.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print
Foto: Jorge Messias, ministro da AGU indicado por Lula para o STF. Foto: Bruno P

A expectativa em torno da sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal, está alta, com a votação marcada para o dia 29 de abril. A situação é tensa, com a possibilidade de mais um nome do Partido dos Trabalhadores integrar a corte suprema já polarizada. A última vez que um indicado foi rejeitado pelo Senado ocorreu em 1894.

Nos bastidores, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou que existem 35 votos contrários à indicação de Messias. O clima de pressão é crescente, especialmente com a petição da Free Speech Union Brasil que já conta com quase 12 mil assinaturas. O site “Votos Senadores”, administrado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), apresenta uma contagem diferente, com 23 senadores se opondo, 26 a favor e 32 indecisos. Para ser aprovado, Messias necessita de um mínimo de 41 votos.

Apesar das incertezas, há informações de que Messias poderia já contar com 48 votos. Contudo, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, acredita que o número real de apoiadores é inferior a 30. O cenário se complica ainda mais com rumores sobre senadores evangélicos que, em caráter reservado, estariam dispostos a apoiar a candidatura de Messias.

Entre os possíveis aliados, há menções a parlamentares evangélicos que, apesar de não se manifestarem publicamente, não têm a intenção de barrar a indicação. O fato de Messias ser vinculado à Igreja Batista pode reforçar a ideia de uma bancada conservadora no STF, mesmo com sua postura polêmica sobre temas como aborto.

A análise da situação revela um jogo complexo entre os senadores e seus eleitores, levando em consideração não apenas as posições públicas, mas também as estratégias políticas em jogo. A votação de 29 de abril promete ser um marco na composição do STF e na relação entre o governo e o Congresso.

PUBLICIDADE

Relacionadas: