O comentarista esportivo Stephen A. Smith, da ESPN, fez um pedido de desculpas público ao jogador de basquete Kyrie Irving, referente às críticas que proferiu em 2021, quando Irving se recusou a se vacinar contra a covid-19 para poder atuar pelo Brooklyn Nets. A retratação de Smith ocorreu após ele assistir ao depoimento do médico Anthony Fauci no Senado dos Estados Unidos.
As declarações de Smith foram feitas na última sexta-feira, 1º. De acordo com informações, ele interrompeu suas férias, afirmando sentir-se "compelido" a comentar sobre a audiência de Fauci, que, durante a pandemia, foi diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, tornando-se uma das principais vozes em saúde pública do governo norte-americano.
"Assisti ao Dr. Fauci no Capitólio ontem e a pessoa em quem mais pensei foi Kyrie Irving", disse Smith. Ele enfatizou que existiam várias pessoas às quais deveria pedir desculpas, colocando-se em primeiro lugar, mas destacando que a maior retratação era para Irving. O comentarista também mencionou que outros atletas, como o ex-quarterback da NFL Aaron Rodgers, o tenista Novak Djokovic, o golfista Bryson DeChambeau e o lutador de MMA Conor McGregor, também mereciam desculpas por suas posturas durante a pandemia.
Smith reforçou que Kyrie Irving "pode ter estado mais certo do que lhe demos crédito e, sem dúvida, foi mais demonizado do que merecia". Ele relembrou as exigências de vacinação, reforços, uso de máscaras e distanciamento social que foram implementadas ao longo da pandemia, ressaltando que alguns atletas optaram por não seguir essas normas.
Na temporada 2021-22 da NBA, Irving esteve ausente em 35 partidas, incluindo todos os jogos realizados no Barclays Center, em Nova York, devido à exigência estadual de vacinação. Como consequência, ele deixou de receber mais de US$ 13 milhões em salários. Essa regra foi revogada em março de 2022 pelo então prefeito de Nova York, Eric Adams, que criou uma exceção para atletas e artistas.
Stephen A. Smith ligou sua mudança de postura ao depoimento de Fauci no Senado. Durante a audiência, o médico invocou a Quinta Emenda da Constituição dos EUA, que protege o direito de uma pessoa a não se incriminar ao responder a perguntas.