O Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir nesta quarta-feira (08) se a eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro será direta ou indireta. O PSD propôs a ação defendendo a realização de voto popular em vez da escolha pelos deputados da Alerj.
Após a decisão do STF, a convocação da eleição será feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pela Alerj. O governador eleito permanecerá no cargo até o final de 2026, enquanto que o novo governador, escolhido nas eleições regulares, assumirá em janeiro de 2027 para um mandato completo de quatro anos.
A situação atual no estado é instável, já que o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE e a eleição indireta foi determinada. A renúncia de Castro, um dia antes do julgamento, gerou suspeitas entre alguns ministros da Corte. Atualmente, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do RJ, exerce interinamente a função de governador.
No plenário virtual do STF, a maioria dos ministros se posicionava a favor da eleição indireta, mas quatro deles defendem o voto direto. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já manifestou apoio à realização de eleições diretas, indicando a urgência de se escolher um “governador-tampão” devido à dupla vacância no estado.

