A crise política no Rio de Janeiro se agrava após a suspensão da eleição indireta para governador-tampão pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida atende a uma ação do Partido Social Democrático (PSD), que pleiteia eleições diretas para a escolha do novo chefe do Executivo até dezembro deste ano.
A decisão paralisou o processo que seria conduzido pela Assembleia Legislativa até nova deliberação da Corte. Zanin justificou que a escolha indireta, feita por deputados estaduais, pode comprometer a soberania popular, princípio garantido pela Constituição. O ministro considerou a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) como uma tentativa de contornar a Justiça Eleitoral.
Enquanto isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, permanece interinamente à frente do governo. O cenário de instabilidade é agravado por renúncias, cassações e prisões de autoridades, além de decisões judiciais conflitantes sobre o processo sucessório no estado.
Desde a renúncia de Cláudio Castro, o cargo de vice-governador está vago, e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi afastado pelo STF. O desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o cargo de governador, enquanto a disputa pela sucessão continua.

