O Supremo Tribunal Federal (STF) está acompanhando de perto as pesquisas de intenção de voto para o Senado, com o intuito de projetar a composição da Casa em 2027. Essa análise é motivada pelo crescente número de cerca de 100 pedidos de impeachment contra os ministros da Corte.
Levantamentos internos da instituição, conforme informações da jornalista Malu Gaspar, indicam que a bancada favorável ao impeachment pode alcançar até 40 das 81 cadeiras disponíveis no Senado. Contudo, esse número ainda é inferior aos 54 votos necessários para a abertura de um processo, conforme estabelecido pelo ministro Gilmar Mendes em dezembro do ano passado.
Antes dessa nova norma, bastava a obtenção de 41 votos para que um processo fosse iniciado, o que aumentava o risco para os ministros da Corte. Gilmar Mendes justificou a mudança ao afirmar que a "intimidação do Poder Judiciário por meio do impeachment abusivo cria um ambiente de insegurança jurídica, buscando o enfraquecimento desse poder, o que, ao final, pode abalar a sua capacidade de atuação firme e independente".
As eleições de outubro também devem trazer mudanças significativas, com a possibilidade de um aumento no número de parlamentares conservadores e críticos ao STF. As projeções dos ministros consideram a renovação de dois terços do Senado, o que pode impactar o cenário político.
Entre os nomes que se destacam nas pesquisas estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no Distrito Federal, e Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina. O cálculo realizado inclui os 27 senadores com mandato até 2030, e a nova composição pode reunir representantes do PL, PP, União Brasil e Novo.
Vale ressaltar que, até o momento, o Senado nunca abriu um processo de impeachment contra um ministro do STF, embora essa possibilidade tenha ganhado força, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes sendo o alvo da maioria dos pedidos recebidos.

