O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (27) que a direita deve superar a disputa eleitoral e se concentrar na oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele repetiu que "a eleição passou" e agradeceu ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e aos eleitores que apoiaram o projeto derrotado no segundo turno, realizado no domingo (25).
Tarcísio, apontado como possível candidato a presidente em 2030, acompanhou a apuração ao lado de Flávio e permaneceu em Brasília até a noite de segunda-feira (26) tentando convencê-lo a desistir de contestar judicialmente o resultado. Nesta terça, veio à tona que Flávio deixou o Brasil com a família após a Justiça determinar a apreensão de seus passaportes. Na gravação, o governador citou Flávio uma única vez e não mencionou o sobrenome Bolsonaro.
Apesar de reconhecer a vitória de Lula, Tarcísio criticou a condução da campanha e apontou excessos no processo eleitoral, como o uso da máquina pública, o lançamento de programas fora do prazo e a interferência do Judiciário. "Reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos", declarou. Ele TAMBÉM manifestou preocupação com os efeitos econômicos da votação e defendeu que as promessas de campanha sejam examinadas com rigor, pois "a conta sempre chega para o contribuinte".
Na segunda parte do pronunciamento, o governador defendeu que os partidos de direita atuem de forma coordenada no Congresso Nacional e nos governos estaduais. Segundo ele, a legenda recebeu das urnas força no Congresso e nos Estados, e agora é hora de unidade e de uma oposição vigilante, que cobre responsabilidade fiscal e fiscalize quem governa pelos próximos quatro anos. Tarcísio ainda alertou para os impactos de uma eventual piora na economia, que atingiria todos os brasileiros independentemente de preferência política.
Ao encerrar o vídeo, o governador afirmou que continuará dedicado à administração paulista e defendeu a participação do Congresso na pacificação do país e no funcionamento das instituições. "Em São Paulo, vamos fazer a nossa parte", concluiu.