Nesta terça-feira, 28, a província de Kumamoto, localizada no sudoeste do Japão, foi atingida por um terremoto de magnitude preliminar de 7,1, conforme registrado pela Agência Meteorológica do Japão. O tremor gerou alertas de emergência para sete prefeituras da ilha de Kyushu, incluindo Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) localizou o epicentro do tremor a uma profundidade de dez quilômetros, classificando o movimento do solo como "severo", em uma escala que vai de 1 a 10, alcançando o nível 8. Inicialmente, a Agência Meteorológica emitiu um alerta de tsunami, prevendo ondas de até um metro, mas posteriormente cancelou essa medida.
O Japão, que faz parte do chamado "Anel de Fogo" do Pacífico, é conhecido por registrar cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior no mundo, e a frequência de tremores é uma realidade constante para o país.
A primeira-ministra Sanae Takaichi, em Tóquio, informou que as autoridades estão em processo de avaliação dos danos materiais e do número de feridos. Ela declarou: "Já fomos informados de que houve feridos. Cortes de energia e incêndios foram registrados em algumas áreas, além de danos em estradas e pontes, e o desabamento de prédios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, incluindo a retirada para um local seguro."
Relatos da emissora pública NHK indicam a ocorrência de prédios em chamas e desabamentos, além de rachaduras em estradas e rodovias elevadas, e um trem de carga que descarrilou. A agência de gerenciamento de desastres orientou mais de 150 mil pessoas a buscarem centros de retirada para segurança.
A Kyushu Electric Power informou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica em decorrência do tremor. A operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu os serviços, incluindo os trens-bala, e o aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, resultando no cancelamento e desvio de voos por parte das companhias aéreas.

