O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã está enfrentando um "colapso financeiro" e acusou o governo iraniano de buscar a reabertura do Estreito de Ormuz por motivos financeiros. Em uma postagem feita na rede social Truth Social na quarta-feira, 22, Trump ressaltou que há uma reclamação crescente entre os militares e policiais do Irã sobre a falta de pagamento.
"O Irã está entrando em colapso financeiro", afirmou Trump. "Eles querem que o Estreito de Ormuz seja aberto imediatamente — estão desesperados por dinheiro! Perdendo 500 milhões de dólares por dia. Militares e policiais reclamando que não estão sendo pagos."
Essas declarações foram feitas em um contexto de trégua temporária entre os EUA e o Irã, que começou em 8 de abril. Segundo Trump, essa trégua deve chegar ao fim na noite desta quarta-feira, no horário de Washington.
Em entrevista ao canal Bloomberg, Trump considerou "altamente improvável" a extensão do cessar-fogo caso não haja um acordo com Teerã. Ele afirmou que não se deixará pressionar a firmar um acordo desfavorável, além de ter acusado o Irã de violar o acordo "numerosas vezes".
Paralelamente, os Estados Unidos estão se preparando para uma nova rodada de negociações indiretas com o Irã, que ocorrerá em Islamabad, Paquistão. A delegação americana será chefiada pelo vice-presidente J.D. Vance e contará com a presença do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner. A última reunião de negociação, realizada no dia 11, não resultou em um acordo.
A tensão entre os países também aumentou no âmbito militar. No último domingo, 19, a Marinha dos EUA interceptou o navio petroleiro M/V Touska, de bandeira iraniana, no Mar Arábico. De acordo com o Comando Central dos EUA, a embarcação teve seus motores desativados após disparos e foi apreendida por fuzileiros navais ao tentar violar o bloqueio naval estabelecido nos portos iranianos.

