O presidente Donald Trump, em declarações feitas na quarta-feira (6), acusou o papa Leão XIV de parecer apoiar a ideia de que o Irã deve ter acesso a armas nucleares. Durante uma interação com repórteres, Trump afirmou que, independentemente da posição do papa, o país persa não pode possuir esse tipo de armamento. Ele expressou sua preocupação de que, se isso ocorrer, o mundo inteiro ficaria em perigo. Essas declarações surgem em um contexto de tensões crescentes entre o governo dos Estados Unidos e a Igreja Católica, principalmente em relação à segurança no Oriente Médio.
Trump já havia manifestado críticas ao papa na segunda-feira (4), ao alegar que a postura do líder católico poderia colocar em risco seus fiéis. Além disso, o presidente publicou uma imagem gerada por inteligência artificial, que o retratava como uma figura semelhante a Jesus Cristo, mas a deletou em seguida, afirmando que a imagem o representava como um médico. As críticas ao papa não pararam por aí; nas últimas semanas, Trump o chamou de "fraco" e "péssimo", além de declarar que não é um admirador do pontífice.
Em resposta às acusações de Trump, o papa Leão XIV se manifestou na terça-feira (5), ressaltando que a Igreja tem se oposto a todas as armas nucleares ao longo dos anos. Ele pediu que as críticas feitas a ele fossem baseadas na verdade e considerou "inaceitável" a ameaça de Trump em relação à possibilidade de um conflito que poderia colocar em risco toda uma civilização. Importante ressaltar que não há evidências de que o papa tenha apoiado qualquer forma de armamento nuclear para o Irã, sendo sua posição mais voltada ao diálogo e à paz.
O secretário de Estado Marco Rubio, que viajou à Itália para uma reunião oficial no Vaticano nesta quinta-feira (7), tem a missão de aliviar as tensões diplomáticas que surgiram após as declarações de Trump. A visita ocorre em um momento crítico, onde as relações entre a Casa Branca e o Vaticano se tornaram ainda mais complicadas, especialmente com as acusações lançadas por Trump.
Além disso, o Vaticano decidiu não participar do Conselho da Paz de Trump após uma reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella. Em seus comentários mais recentes, Trump reafirmou que a guerra no Irã “acabará rapidamente” e reiterou que não permitirá que o país desenvolva armas nucleares, afirmando que a maioria das pessoas compreende a gravidade da situação e apoia sua posição.
A crescente tensão entre os dois líderes reflete um cenário diplomático delicado, onde as palavras de Trump podem ter repercussões significativas nas relações entre os Estados Unidos e o Vaticano, além de impactar o equilíbrio de poder no Oriente Médio.

