Em uma coletiva realizada no Salão Oval da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não haver qualquer possibilidade de um ataque nuclear contra o Irã. A declaração foi feita em resposta a uma pergunta de um repórter, que levantou a questão sobre o uso de armamento nuclear. Trump, de forma direta, respondeu: “Não” e criticou a indagação, chamando-a de "estúpida" e questionando a lógica por trás de tal sugestão.
Trump argumentou que não há necessidade de escalar o conflito para esse nível, uma vez que as forças armadas dos EUA já teriam causado danos significativos à infraestrutura militar iraniana. Ele ressaltou que os Estados Unidos já “dizimaram” as capacidades do país, sem recorrer a armamentos nucleares. O presidente mencionou que 78% dos alvos planejados no conflito já foram atingidos e indicou que, caso não haja um acordo, estaria disposto a finalizar a ofensiva militar atacando os restantes 25% dos objetivos.
As declarações de Trump ocorrem em um momento de crescente tensão entre Washington e Teerã. O presidente destacou que estruturas estratégicas do Irã, como instalações de produção de mísseis e drones, já foram desativadas, garantindo que os EUA estão preparados para uma ação militar adicional, se necessário. Em meio a essa retórica, o governo norte-americano ainda defende a busca por uma solução diplomática para a situação.
Além disso, Trump afirmou que não está sob pressão para fechar um acordo e que o tempo favorece os Estados Unidos nas negociações. As tratativas entre os dois países permanecem incertas, marcadas por desconfiança mútua e a falta de uma proposta formal do lado iraniano. Até o momento, não há um cronograma definido para o avanço dessas discussões.
No que diz respeito ao cenário militar, os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, uma área estratégica para o comércio global de petróleo. O Comando Central dos EUA relatou que 31 embarcações foram forçadas a retornar aos portos, o que intensifica a pressão econômica sobre o Irã. Além disso, a situação de segurança na região continua instável, com avaliações de inteligência que sugerem que operações de desminagem poderiam levar até seis meses após o término do conflito.
Apesar das dificuldades, Trump mantém um discurso firme, afirmando que qualquer acordo com Teerã deve ser alcançado em condições favoráveis aos Estados Unidos e seus aliados.

