Na última quinta-feira (20), o Vasco da Gama apresentou um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, buscando reverter a decisão que suspendeu um empréstimo DIP no valor de R$ 150 milhões. O clube justifica a necessidade de R$ 83 milhões para garantir sua liquidez financeira e solicita uma análise rápida do caso.
A decisão que bloqueou o pedido de empréstimo foi proferida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, que condicionou a análise de novos endividamentos à realização de uma auditoria prévia. O Vasco, por sua vez, argumenta que essa exigência deve ser suspensa para que o clube possa avançar com seus planos financeiros.
O empréstimo em questão foi solicitado ao grupo Almirante Participações e Empreendimentos S.A., sendo uma alternativa voltada para auxiliar na contratação de novos jogadores e em melhorias no centro de treinamento Moacyr Barbosa. O empresário Marcos Lamacchia, filho de José Lamacchia, que é proprietário da Crefisa e esposo de Leila Pereira, estava ciente e deu seu aval para a operação financeira.
No entanto, a Justiça já havia aprovado, há cerca de um mês, um empréstimo no valor de R$ 40 milhões proveniente da mesma instituição, no mesmo modelo de financiamento. Agora, a solicitação feita pelo Vasco, de R$ 150 milhões, se torna ainda mais crucial para a continuidade de suas operações, especialmente em um momento em que o clube busca reforços e melhorias estruturais.
Os recursos oriundos desses empréstimos seriam utilizados para a quitação da SAF, que está em negociação com o empresário Marcos Lamacchia, considerado o favorito na disputa pelo controle do clube.